domingo, 30 de agosto de 2009

Trilha para domingo de sol

[em paz]

Para quem quer escutar boa música nesse domingão de sol, segue a dica: Joe Satriani (com Stu Hamm no baixo) - Summer Song



Depois, que tal um pouco de Megadeth? Peace Sells!



E que tal um clássico?



E já que falamos em Ozzy, que tal uma de seu mais novo fiel escudeiro? Zakk Wylde!



E para finalizar, Queensrÿche! Queen of the Reich:

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sexta METAL

[em paz]

Nesta sexta METAL passo por aqui para expressar meu contentamento com a notícia abaixo:

"Kreator e Exodus. Duas das maiores lendas do thrash metal mundial confirmaram uma turnê sul-americana juntas em outubro. Inicialmente estava programado somente uma apresentação no Brasil em São Paulo, mas hoje foram confirmadas mais duas datas; Confira:

Data: 24/10 (sábado) - Curitiba/PR
Local: Curitiba Master Hall (Rua Itajubá, 143 - Portão)
Pinheiros)
Preço: Ainda não definido.
Novas informações em breve.

Data: 26/10 (segunda-feira) - Porto Alegre/RS
Local: Opinião (Rua José Patrocínio, 834)
Pinheiros)
Preço: Ainda não definido.
Novas informações em breve.

Data: 31/10 (sábado) - São Paulo/SP
Local: Via Funchal (Rua Funchal, 65 – Vila Olímpia)
Pinheiros)
Preço: Ainda não definido.
Novas informações em breve."


Fonte: http://www.agendametal.com.br/noticias.php?id=1434&s=1

Para quem não conhece, Exodus é uma das chamadas "Big 5" bandas do Thrash Metal, grupo ao qual se somam Metallica, Megadeth, Anthrax e Testament. Thrash metal sem muita frescura, muito bom de escutar. Segue uma amostra:




Já o Kreator é, com toda a certeza, a maior expressão do metal alemão. Aprendi isso meio na marra, ao demonstrar meu contentamento com outra banda a uma estagiária do meu escritório a algum tempo atrás. Abaixo, uma das melhores:

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dogma Zero - 05/09/2009 - Inhumas - Goiás

[em paz]

Já que o blog é meu, eu posso fazer um merchã gratuito sem ninguém falar nada, rs.

A Banda Dogma Zero, da qual honradamente respondo pelo contrabaixo, se apresentará em 05 de setembro de 2009 no peculiar festival "GOIABA ROCK", a ser realizado em Inhumas - Goiás.

Nas guitarras pesadas e nas letras engajadas, a Dogma Zero nasceu comprometida em transmitir uma mensagem crítica e positiva. Todo em português, a banda se destaca pelo repertório próprio, com várias canções já gravadas.

Formada por Viana (vocal), Marco Emílio (Guitarra), Paulo Marcos (Baixo) e Formiga (Bateria) - além do hours concours guitarrista Gabriel "Guima" Boaventura, as principais influências do grupo vem de bandas clássicas do metal, como Metallica e Megadeth, passando pelo grunge (Pearl Jam) além de destaques da atualidade (Black Label Society, Avenged Sevenfold, Alter Bridge, etc).

O vídeo abaixo é um slide-clip feito de uma das minhas músicas preferidas, Exilados, de autoria da banda, com letras feitas preponderantemente por nosso baterista, Formiga.

Espero que vocês curtam!




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Hunting High and Low

[em guerra]

É brega, mas eu gosto.

A-ha - Hunting High and Low (sem tradução pq o vídeo é legendado)


Cemetary Gates

[em guerra]


Nada melhor que PANTERA para recarregar a fúria necessária para enfrentar essa semana de cão que vem por aí.




R.I.P Dimebag

☼ 20 de agosto
de 1966,
8 de dezembro de 2004

domingo, 23 de agosto de 2009

Go Back

[em guerra]

Um dos meus passatempos prediletos quando estou no computador é ver vídeos antigos no youtube. Hoje me deparei com esse clipe. A música é antiga (anos 80), e esta versão é de 97, Titãs Acústico.



Go Back (Titãs e Fito Paez)

Aun que me llames

Aun que vayamos al cine
Aun que reclames
Aun que ese amor no camine
Aun que eran planes y hoy yo lo siento
Si casi nada quedo
Fue solo un cuento
Fue nostra historia de amor
Y no te voy a decir si fue lo mejor
Pues

Refrão:
Solo quiero saber lo que puede dar cierto
No tengo tiempo a perder


Aunque me llames
Aunque vayamos al cine
Aunque reclames
Aunque ese amor no camine
Aunque eran planes y hoy yo lo siento
Si casi nada quedo
Fue solo un cuento
Fue nostra historia de amor
Y no te voy a decir si fue lo mejor
Pues

Stir it up
Little darling, stir it up
Come on, come on, come on
Come on and stir it up
Little darling, stir it up
Come on, Come on, Come on

Ya no se encantaram mis ojos em tu ojos.
Ya no se endulzara junto a ti mi dolor
Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
Y hacia donde camines llevarás mi dolor
Fui tuyo, fueste mia. Que más? Juntos hicimos
Un recodo en la ruta donde el amor paso
Fui tuyo, fuiste mia. Tu serás del que te amo.
Del que corte en tu hearto lo que hae sembrado yo
Yo me voy. Estoy triste. Pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No se hacia donde voy.
Desde tu corazon me dice adios un niño
y yo le digo adios

Solo quiero saber lo que puede dar cierto
No tengo tiempo a perder

Reparem que a versão de 97foi completamente modificada, muito se devendo ao trabalho do incrível FIto Páez, um dos mais criativos artistas latinos que não é muito conhecido em terras brasileiras. Seu trabalho já foi interpretado por vários artistas brasileiros. Com certeza, alguns devem conhecer essa música:



Caso negativo, é possível ser que conheçam essa versão:







sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Trust

[em guerra]

E já que o clima hoje é METAL, vou postar uma das músicas do Megadeth que eu mais gosto, com a tradução para os amigos que não entendem bulhufas do idioma de Byron. E esta música se encaixa perfeitamente num momento muito atual da minha vida, e bla bla bla.





Trust
Confiança

Lost in a dream
Perdido em um sonho
Nothing is what it seems
Nada é o que parece
Searching my head
Procurando em minha mente
For the words that you said
Pelas palavras que você disse
Tears filled my eyes
Lágrimas encheram meus olhos
As we said our last goodbyes
Enquanto dizíamos nosso adeus derradeiro
This sad scene replays
Esta triste cena se repete
Of you walking away
De você indo embora

My body aches from mistakes
Meu corpo sofre por erros cometidos
Betrayed by lust
Traído por um desejo
We lied to each other so much
Mentimos tanto um para o outro
That in nothing we trust
Que em nada confiamos

Time and again
De tempos em tempos
She repeats let's be friends
Ela repete, “vamos ser amigos"
I smile and say yes
Eu sorrio e digo, “Sim"
Another truth bends
Outra verdade se distorce
I must confess
Eu devo confessar
I try to let go, but I know
Eu tento deixar de lado, mas eu sei que
We'll never end 'til we're dust
Nunca estará acabado até virarmos pó
We lied to each other again
Mentimos novamente um para o outro
But I wish I could trust
Mas eu queria poder confiar

My body aches from mistakes
Meu corpo sofre por erros cometidos
Betrayed by lust
Traído por um desejo
We lied to each other so much
Mentimos tanto um para o outro
That in nothing we trust
Que em nada confiamos
God help me please, on my knees
Deus, por favor, me ajude, estou ajoelhado
Betrayed by lust
Traído por um desejo ardente
We lied to each other so much
Mentimos tanto um para o outro
Now there's nothing we trust
Que agora não há nada em que confiamos

'How could this be happening to me
Como isso pode estar acontecendo comigo?
I'm lying when I say "trust me"
Estou mentindo quando eu digo, "Confie em mim"
I can't believe this is true
Não posso acreditar que isso seja verdade
Trust hurts
Confiar machuca
Why does trust equal suffering'
Por que a confiança se equipara ao sofrimento?
Absolutely nothing we trust !
Em absolutamente nada nós confiamos

Sexta Metal

[em guerra]

Sexta Metal

O "Sexta Metal" é uma troca de e-mails que a Dogma Zero e vários amigos fazemos às sextas-feiras, relembrando alguns clássicos do Metal ou alguma coisa nova que esteja aparecendo no momento.

Como eu sou um fiel participante desta corrente, resolvi transplantá-la para o meu blog. E para que possamos começar o primeiro "Sexta Metal" deste blog, vamos iniciar logo com uma polêmica. Quem é melhor? Metallica ou Megadeth?

Eu sou da opinião que o Metallica é melhor, harmonicamente e melodicamente melhor, e é a banda que eu mais gosto. Pra mim, não tem discussão.

Mas, com toda a certeza, o Megadeth é uma banda que nunca se vendeu e mantém um padrão uniforme no trabalho durante toda a sua carreira.

A discussão é árdua, com toda a certeza. Vejam o vídeo abaixo (que não é propriamente uma discussão sobre a qualidade das bandas, mas sobre qual delas é mais thrash) e tirem suas conclusões.


Como acabar com uma mulher nervosa...


:)

Resiliência

[em guerra]


"Está sendo bastante comum escutar nas empresas, nas escolas e a imprensa falar de que temos que ser resilientes. E os resilientes são aqueles que são capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami. Aliás, já se encontram muitos livros abordando o assunto como o Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas, organizado por Aldo Melilo e Elbio Nestor Suárez Ojeda. Nesse e noutros livros e artigos encontramos os autores relatando que o conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreendê-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-sócio-cultural em que as pessoas estão inseridas. E desde os anos 80 a escola tem sido vista como um desses ambientes, por excelência, para haver o enriquecimento da resiliência.

No Brasil, o assunto da resiliência se torna fundamental quando examinamos o fato de a taxa de crescimento econômico brasileiro – mesmo o país sendo tido como nação emergente – em 1996 ter sido de apenas 2,7%. Em 1997 ela terminou em 3,6% e, no ano seguinte, pifiamente – em apenas 0,12%. Em 1999 se marcou 0,8% e para 2000 houve uma alentadora taxa de 4,2%. Os dados e as projeções elaboradas pelo próprio IBGE para o triênio (2001-2004), nesse tópico e naqueles relacionados ao crescimento da condição econômica e melhora de vida, foram números lamentados por toda a sociedade.

Embora tais realidades estejam presentes no cenário brasileiro, e se fazem presentes no âmbito da resiliência, a pesquisa e a produção científica em torno desse tema, no que concerne à psicologia e à educação, começaram a surgir no Brasil apenas na última década.

No campo da educação temos dois aspectos relacionados. O primeiro diz espeito à resiliência da escola enquanto instituição que reúne diferentes sistemas humanos. O segundo contempla o aspecto particular da pessoa do professor e do aluno. Com relação a esse aspecto, embora seja um tema da subjetividade humana, pesquisadores como Edith Grotberg já disseram que ela é bastante mensurável. Uma vez que é possível compreendê-la como associada às fases do desenvolvimento humano; entendê-la como peculiar quanto ao gênero; não se subordina ao nível sócio-econômico; se difere dos fatores de risco e dos fatores de proteção; se trata de um dos atributos da saúde mental e da boa capacidade de aprender e é um processo que pode ser entendido com seus fatores, comportamentos e resultados resilientes. Por estar relacionada a diversas áreas da subjetividade humana é que ela carece de um alto grau de flexibilidade no curso de uma vida.

Particularmente na educação é possível ter muito mais êxito, se na vida houver flexibilidade de se viver ricamente os vínculos e os afetos que nos rodeiam. A falta de flexibilidade em situações de traumas e sofrimentos é uma das dificuldades para harmonizar um projeto de vida.

A flexibilidade e a riqueza dos vínculos se tornaram objetos de estudos desde os primórdios da pesquisa sobre resiliência. Elas estavam presentes nas próprias palavras de Frederic Flach, ao cunhar o termo em 1966 para o âmbito das ciências humanas, querendo dizer que em face da desintegração psíquico-emocional, uma pessoa necessita descobrir novas formas de lidar com a vida e dessa experiência se reorganizar de maneira eficaz. Segundo Richardson, por exemplo, muito se pode aprender sobre o que seja resiliência, particularmente quando olhamos para uma pessoa e podemos nela verificar a presença de um padrão de comportamento de defesa, seguido de padrões de adaptação e, por fim, da presença de padrões resilientes.

Esses elementos são organizados e os teóricos costumam chamar de Fatores de resiliência. Nós mesmos trabalhamos com uma escala que mensura tais índices. Trata-se do “Questionário do Índice de Resiliência: Adultos - Reivich - Shatté / Barbosa”. A escala mensura sete Fatores que constituem a resiliência: A administração das emoções, descrita como a habilidade de se manter calmo sob pressão. O controle dos impulsos, compreendido como a habilidade de não agir impulsivamente e a capacidade de mediar os impulsos e as emoções. Otimismo, a habilidade de ter a firme convicção de que as situações irão mudar quando envolvidas em adversidades e manter a firme esperança de um futuro melhor. A análise do ambiente, descrita como a habilidade de identificar precisamente as causas dos problemas e adversidades. A empatia, revelando a habilidade de ler os estados emocionais e psicológicos de outras pessoas. Auto-eficácia, como a convicção de ser eficaz nas ações. Alcançar Pessoas, a habilidade de se conectar a outras pessoas para viabilizar soluções para as intempéries da vida.

E, para cada fator constitutivo mensurado com escore “abaixo da média”, interpreta-se como uma área sensível da vida. Quando ocorrerem quatro ou mais fatores como escores “abaixo da média”, compreende-se como uma pessoa em situação de risco. Estes sete fatores foram selecionados por serem concretos e de possível mensuração, podem ser ensinados e melhorados em programas educativos específicos.

E agora, vamos desenvolver resiliência?"

Fonte: http://www.eca.usp.br/njr/voxscientiae/george_barbosa_38.htm

Tá aí. Resiliência é algo que eu esqueci no passado. É impressionante a minha inabilidade de resolver meus próprios problemas e traumas, enquanto eu seja extremamente habilidoso em resolver problemas alheios. É como diziam os antigos: "Casa de ferreiro, espeto de pau".


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A volatilidade da vida

[em guerra]

Ontem à noite estávamos eu e minha grande (???) amiga Fernanda (Zazá) nos embriagando e tecendo elucubrações espantosas a respeito da vida. Uma hora ainda vou falar dela e o quanto sua presença (e de sua linda filha, Rafaela) são importantes para mim.

Combinamos desde cedo a tomar aquela cervejinha pós-expediente e decidimos que seria em minha casa, porque a Rafa ainda não pode frequentar outros lugares.

Chegando em casa, percebemos uma movimentação incomum na minha rua. Meus vizinhos de frente recebiam diversas pessoas em casa, algo pouco observado durante todos os 22 anos que vivi por aqui. São pessoas meio reclusas, nunca fizeram uma recepção ou festa que eu possa me lembrar.

A dona da casa estava lá. Recebia os vizinhos, os amigos, pessoas que nunca vi frequentando minha rua. Um semblante indefinido, nada diferente do que eu sempre vi e notei. Sempre foi uma pessoa amável, dócil, participativa. Nunca se mostrou indiferente às pessoas com quem conviveu em nossa rua. Era líder em um domínio restrito, que cada vez menos relevava sua existência. Porém ela sempre esteve ali, impassível diante das mudanças. Cuidando de seu cotidiano limitado, inexpressivo, ao menos ao alcance da minha também limitada visão.

Seu relacionamento conosco nunca foi muito próximo, talvez porque fôssemos aquelas pessoas mais frias, menos suscetíveis às questões que se passavam ao nosso redor. Meus pais sempre estiveram entretidos com suas questões profissionais e nós, minha irmã e eu, somos meio tímidos, distantes. Tivemos poucos momentos com o pessoal da nossa rua, mesmo porque as pessoas se mudavam e os laços pouco se estreitavam. É claro que houve um distanciamento meio proposital, uma coisa quase classista. Enfim, crescemos, mudamos de círculos. Não somos próximos.

Mesmo assim, sempre observei, com alguma obtusidade, o comportamento daquela senhora. É uma rotina praticamente imutável. Ela acordava sempre cedo e, às 5 ou 6 da manhã, abria o portão para que seu marido saísse com seu automóvel e se dirigisse ao trabalho. Logo que começava o movimento da rua, ela saía de casa.

Exercia ali sua liderança, se preocupando com os problemas alheios que se apresentavam. Uma pessoa solícita, por assim dizer.

Às 22:00h, escutava o tilintar das correntes do portão que eram por si destrancadas. Com pontualidade inglesa, o marido voltava e ela desaparecia. Assim foi desde que eu possa me lembrar.

O marido sempre trajava roupas brancas, motivo pelo qual entendia ser o mesmo profissional da saúde. Em 22 anos morando no mesmo endereço, nunca troquei uma palavra sequer com ele. Descobri, por terceiros, se tratar de um dentista.

Nunca vi qualquer movimentação anormal em sua casa. Mas na noite de ontem várias pessoas entravam em sua casa durante a noite, o portão estava aberto. Não vi aquele tilintar de correntes ou o ronco do motor do carro. Só percebi o movimento incomum.

Como sempre, me abstive de me mobilizar para descobrir a razão daquilo. Não sou íntimo e seria uma atitude no mínimo indiscreta me diligenciar para entender o que ocorria. Quando amanheceu, recebi a notícia da morte do marido daquela mulher. Foi fulminado por um aneurisma. Daí a movimentação incomum.

Hoje, não vi movimentação alguma. Nenhum carro entrou ou saiu. Não escutei as correntes sendo abertas pela manhã. Não presenciei qualquer coisa à noite.

Aquela vizinha, após 22 anos, mudou sua rotina.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Complacência




[em guerra]



Escrito por Luiz Marins

Para vencer os desafios da competitividade globalizada, uma empresa só pode ter em seus quadros pessoas excelentes, com obsessão pela qualidade, obsessão pela excelência. Não dá para vencer com pessoas "mais-ou-menos".

E nós, brasileiros, temos um grande defeito. Somos excessivamente complacentes com pessoas que não são excelentes. Somos excessivamente complacentes com quem não agrega valores à nossa empresa. Somos "bonzinhos" e complacentes demais com pessoas que não querem vencer, que não querem crescer, que não querem se desenvolver pessoal e profissionalmente.

E assim, nossas empresas estão cheias de pessoas pouco excelentes. E nada ou pouco fazemos para nos livrar delas. Ouço com freqüência, empresários, diretores, gerentes, supervisores que me dizem: " – Minha telefonista é um horror!" . E eu respondo: " – Mas ela continua lá?" E sempre vem uma resposta do tipo: " – Ela começou comigo faz muitos anos..." ou ainda " – Ela tem cinco filhos, mora longe..." ou ainda pior " – Foi um vereador amigo meu quem a indicou...". E assim vamos mantendo pessoas de baixa qualidade em nossa empresa! É o vendedor ruim – que não vende e ainda fala mal de nossa empresa. É a balconista mal educada que trata mal nossos clientes. É o motorista desleixado que não cuida do veículo e ainda reclama o tempo todo, etc. etc..

É claro que temos que tentar elevar as pessoas, treiná-las, fazê-las ver a sua responsabilidade com a empresa. Mas não podemos passar a vida inteira carregando pessoas incompetentes em nossa empresa. Quem mantem pessoas de baixa qualidade na empresa está fazendo cortesia com o emprego dos outros. Não será somente aquela pessoa quem perderá o emprego. Todos perderão porque com pessoas pouco excelentes, com certeza, a empresa não sobreviverá nestes tempos de competição brutal no mercado.

A complacência com quem não é excelente é um mal que tem trazido conseqüências danosas para as empresas. E muitas vezes, somos complacentes com a baixa qualidade das pessoas por pura preguiça. Preguiça de recrutar e selecionar uma nova pessoa. Preguiça de treinar; preguiça de corrigir comportamentos e atitudes. E a verdade é que quase sempre essa preguiça vem disfarçada de comentários do tipo: " – Não adianta trocar de pessoa – hoje ninguém presta mesmo!" ou ainda " – Só vamos trocar de defeitos. Esta tem um defeito, a outra tem outros e tudo acaba na mesma..." . E assim, vamos ficando com pessoas incompetentes e de baixa qualidade em nossa empresa.

Outro efeito não-linear da complacência é que os demais colaboradores da empresa, quando vêm o excesso de complacência das chefias com quem não é excelente, ficam totalmente desmotivados a exigir mais de si próprios e a buscarem a excelência. Afinal o que ganham em ser excelentes, se quem não é excelente é mantido na empresa e muitas vezes até promovido?

Conheço empresas em que os funcionários mais "espertos" já aprenderam que fazer o chamado "marketing interno" ou "saber vender-se bem internamente" ou ainda "bajular" as chefias bastam para que fiquem no emprego, independentemente de fazer o trabalho com real competência. Essas pessoas percebem rapidamente que a empresa dá pouco valor ao que realmente ocorre no mercado ou com os clientes. E as pessoas chamadas de "comuns" e "simples" que cumprem o seu dever, fazem as coisas certas e não se preocupam ou não têm a chamada "aptidão" para vender-se internamente ficam para trás nas promoções e nos programas de incentivo tão em moda hoje em dia.

É preciso acabar com o conformismo da complacência aos que não são excelentes. É preciso treinar, treinar e treinar. É preciso exigir comportamentos de alta qualidade. É preciso exigir de nossos colaboradores a atenção aos detalhes e o follow-up que farão a diferença para nossos clientes. E quando percebermos que alguém em nosso grupo não está disposto ou disponível para empreender a mudança para a qualidade e para a excelência, devemos simplesmente dispensar esse colaborador ou colaboradora.

Sei que recrutar e selecionar pessoas excelentes é uma tarefa penosa, demorada, exige comprometimento, busca, contatos, tempo. Sei que pessoas excelentes são mais exigentes e exigirão de nós melhor tratamento, melhores condições de trabalho, etc. Mas, acredite, não nos resta alternativa. Ou temos conosco pessoas excelentes ou morreremos como empresa, mais cedo ou mais tarde.

A complacência é, portanto, fatal. Quando perceber a desídia, a falta de comprometimento, o descaso, o descuido dos detalhes, a falta de compromisso em terminar as tarefas iniciadas, o dirigente deve imediatamente chamar a atenção e exigir de seus subordinados a excelência.

O dirigente empresarial, hoje, não pode aceitar e ficar inerte frente a situações que comprometam o futuro da empresa, da marca, do negócio. A complacência com a baixa qualidade e qualificação de nossos colaboradores significará aceitar a derrota por antecipação. E para derrotados nenhuma explicação salva, nenhuma desculpa compensa, nenhuma complacência justifica.

Texto de Luiz Marins. http://www.anthropos.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=198&Itemid=53